Arquivo da categoria: Sem categoria

"Dedica tua mente a Brahman… a morte não te destruirá."

Srî Ramana Maharshi (1879-1950)

O santo Vasishta disse:

“Uma vez pedi ao santo sábio Bhushunda que nos dissesse como foi capaz de escapar das mãos da Morte, quando todos os outros seres no mundo estão fadados a serem esmagados por suas mandíbulas que tudo devoram.

Bhushunda disse:

‘Senhor, tu que sabes todas as coisas vem então perguntar a mim o que sabes tão bem? Tal ordem do Mestre encoraja seu servo a falar quando este, caso contrário, teria refreado sua língua.

‘A morte não destruirá aquele que não adorna seu corpo com as joias de seus viciosos desejos, como um bandido não mata um viajante que não tem uma preciosa corrente de ouro em volta de seu pescoço.

Continuar lendo

Verdade e fé

A verdade é estática, enquanto a fé é dinâmica (…)

O equilíbrio entre a verdade e a fé é análogo àquele entre a doutrina e o método, ou entre a mente e a alma; a mente bem disposta admite abstratamente a verdade, mas falta muito para que a alma a admita concretamente na mesma proporção ou segundo o mesmo ritmo; é à alma, bem mais que à mente, que se dirigem estas palavras: “Bem-aventurados aqueles que não viram, mas mesmo assim acreditaram.”

A fé é, antes mesmo de seus conteúdos particulares, nossa disposição para crer divinamente possível o que humanamente não o é.


Frithjof Schuon, Logique et Transcendance, Les Éditions Traditionnelles, 1970, cap. 7. Tradução de Mateus Soares de Azevedo.

Foto: Sacerdotes balineses com rosários e sinos de oração em cerimônia religiosa. Imagem de domínio público colhida na Wikimedia Commons. Para acessar o arquivo original, clique aqui.

50 mil acessos e uma nota já publicada

FS

Este website fez seis anos e completou agora 50 mil acessos, com mais de cem notas (posts) publicadas, três livros online, uma entrevista, vários ensaios e outros recursos.

Em 2019 produzimos menos e tivemos também um número menor de acessos, mais de 7 mil, contra mais de 11 mil em 2018. Mesmo assim, estamos satisfeitos com o que pôde ser feito e agradecemos a Deus por ter-nos permitido continuar com este trabalho.

O que importa — ensinam-nos Schuon, Guénon, Burckhardt e todos os grandes mestres — não é a quantidade, mas a qualidade. Se uma palavra de uma só nota desta publicação tiver ajudado concretamente uma pessoa a aproximar-se mais de Deus e a renovar sua compreensão e sua fé, já estaremos muito felizes.

Mas sabemos que mais de uma pessoa encontrou aqui algo que a ajudou, em algum momento, em alguma medida, em seu esforço espiritual. A Deus o louvor — e continuemos o trabalho.

Falando em esforço, ocorre-nos repetir aqui um excerto dos escritos de Schuon que já foi objeto de uma nota anterior:

“Na realidade, o que separa o homem da Realidade divina é uma barreira mínima: Deus está infinitamente próximo do homem, mas este está infinitamente longe de Deus. Esta barreira, para o homem, é uma montanha; o homem se põe diante de uma montanha que ele deve desfazer com suas próprias mãos. Ele cava a terra, mas em vão, a montanha continua ali; o homem, entretanto, continua a cavar, em nome de Deus. E a montanha se desvanece. Ela jamais existiu.”

(Frithjof Schuon, Les Perles du Pèlerin)

 


Foto: Frithjof Schuon num bosque perto de sua casa em Bloomington, Indiana (EUA).

Um novo livro online de Frithjof Schuon para o Natal

Early-Fanous-Virgin

 

Temos a alegria de, neste Natal, trazer ao leitor de língua portuguesa um livro de Frithjof Schuon que já se esgotou em papel, Raízes da Condição Humana, traduzido por nós, com ajuda de nossa filha Liana Becker Queiroz.

O livro começa com um belíssimo capítulo que explica o que é a inteligência. Outros capítulos discutem os limites da ciência, o conceito do Princípio Feminino supremo, o amor etc. Continuar lendo

O jagadguru de Kanchipuram e os sacramentos cristãos

Kanchi_Paramacharya.148201558_std

Jagadguru Chandrashekarendra Saraswati Swamigal

por Mateus Soares de Azevedo

Segundo a doutrina católica (e também da Igreja Ortodoxa), sete são os sacramentos (“signos visíveis de uma influência espiritual invisível”, segundo Santo Agostinho):

  1. Batismo
  2. Crisma (ou confirmação)
  3. Confissão (ou penitência)
  4. Eucaristia
  5. Matrimônio
  6. Ordenação sacerdotal
  7. Extrema-Unção (ou unção dos enfermos).

Continuar lendo