Criticar os outros exige sempre a humildade e a caridade

“A facilidade de criticar os outros pressupõe no homem uma certa cegueira em relação ao seu próprio estado, mas ao mesmo tempo ela também provoca essa cegueira, pelo efeito da reação concordante inevitável.

“Quem é obrigado a criticar pela força das coisas, ou seja, em função da verdade, deve se mostrar tanto mais humilde e caridoso, e capaz de penetrar o bem secreto das criaturas.”

Frithjof Schuon, Perspectives spirituelles et faits humains, Édition Maisonneuve & Larose, Paris, 1989, p. 260.


Difícil encontrar uma imagem para ilustrar essa passagem de Schuon. Na foto acima, o Padre Pio conversa com dois fiéis. O Padre Pio, sendo um grande santo, foi um exemplo extremo, um modelo inspirado, da crítica necessária sempre aliada à mais profunda humildade e caridade. Sem contar que, nele, a capacidade de “penetrar o bem secreto das criaturas” era um dom sobrenatural.

No texto de Schuon, é importante notar o importante ensinamento de que a crítica fácil também provoca a cegueira quanto a si mesmo— ou seja, é consequência, mas também causa, num círculo vicioso.

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